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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Não dá!

Eu sei o que você quer,
Mas o que você quer eu não vou te dar.
Você quer o fácil, você quer o oco,
Eu quero trabalho, e não quero pouco.
Você não diz nada
E nem quer ouvir
Mas o que está aqui dentro
Precisa sair
Sem "tatibitati", sem refrão "tchu tchu".
Não faço seu jogo, não aposto em lucros

De castelos de areia que se acabam no mar.
Quero Construção, Casa no Campo,
Nas Águas de Março quero ver Beatriz.
Cantar Pros Filhos do Zé em Lumiar,
Escutando Milton, degustando Elis
Ouvindo Vininha, o Poeta Aprendiz!
Não! Sei bem o que você quer,
Mas isso não posso e nem quero te dar.

Miriam Almeida- 06/09/12

E quem disse que sambista é alienado?

João Máximo, autor das biografias de Noel Rosa e de Paulinho da Viola, explica que a história do Rio de Janeiro como cenário e personagem das canções vem desde o século 19. A diferença é que, naquela época, a música popular tratava dos morros e dos subúrbios em visões idealizadas, feitas a distância...

Imagem: Os veteranos da velha guarda do samba João da Bahiana, Clementina de Jesus, Pixinguinha e Donga no Rio de Janeiro, em 26 de junho de 1968, na Passeata dos Cem Mil contra a censura e contra a ditadura militar.

disponível em:
http://semioticas1.blogspot.com.br/2012/04/certas-cancoes.html

Sem energia, sem fantasia...

A energia que me movia não me via
Nem me ouvia
Não me servia...
Mas me movia, e me impedia a inércia
Assim imaginava eu.
Mais inerte do que nunca estive
Durante todo o tempo
Em que me movi para outro,
Por outro,
Por alguém que nunca era eu.
A energia que me consumiu
Deveria ter sido por mim consumida
Para a vida, para a minha vida.
Esta que não se aluga, não se empresta,
Não se troca, apenas se vive...
Ou não.
                                        Miriam - 04/09/12